Tipos de resistência à mudança organizacional e como lidar com eles, mantendo-se dentro do prazo ou até mesmo adiantado

Para que as organizações sobrevivam, elas precisam evoluir ao enfrentar mudanças de maior ou menor alcance, mesmo que essas nem sempre sejam bem recebidas por todos ou por parte dos colaboradores. Essa reação é conhecida como resistência à mudança.

O que é a resistência à mudança?

A resistência à mudança organizacional é definida como a atitude manifestada pelos trabalhadores quando são introduzidas mudanças metodológicas e de processos que implicam alterações nas rotinas e/ou hábitos.

Tipos de resistência à mudança

A resistência à mudança organizacional pode ser classificada em dois grupos. Por um lado, levando em conta o grau de atividade dos resistentes e, por outro, observando as causas da resistência.

De acordo com o grau de atividade dos resistentes, distingue-se entre resistência passiva e ativa.

A resistência passiva caracteriza-se por ser implícita e dificilmente detectável, embora geralmente se torne visível se forem observados indicadores de produtividade e absentismo no trabalho, enquanto a resistência ativa é explícita, levando a cabo ações para impedir que as mudanças repercutam na cultura organizacional.

Se falarmos das causas da resistência, poderíamos enumerar as seguintes:

  1. Incerteza ou medo da mudança: é uma reação natural, já que, como seres humanos, tendemos a proteger o que temos e a rejeitar qualquer elemento que o coloque em risco.
  2. Dificuldades de adaptação: quando atuamos em um ambiente conhecido, as tarefas tornam-se confortáveis. Por outro lado, adaptar-se às mudanças requer tempo e esforço que nem toda pessoa está disposta a assumir.
  3. Preconceitos ou crenças errôneas: aqueles que resistem podem acreditar que a mudança questiona os valores da organização.

 

Quais são os sintomas da resistência à mudança?

A resistência pode ser identificada observando-se os diferentes aspectos que caracterizam as pessoas resistentes:

  • Menor nível de comprometimento com a empresa. Costumam se mostrar calados, apáticos e pouco comunicativos.
  • Negatividade. Reclamam com frequência, espalham boatos, recorrem ao sarcasmo e se concentram nos problemas.
  • Fuga. Evitam enfrentar mudanças e delegam responsabilidades com mais frequência.
  • Emotividade. Mostram-se tristes, irritáveis ou depressivos.
  • Desempenho negativo. Diminuem as taxas de produtividade e eficiência, e aumentam as taxas de absenteísmo e erros.
  • Busca de controle. Fazem muitas perguntas e tentam fazer valer sua posição na empresa para influenciar o processo.
  • Barreiras. Tentam obstruir o processo com desculpas e minando a confiança dos demais colaboradores.
  • Rebeldia. Criam conflitos e comemoram os fracassos.

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Como lidar com a resistência à mudança

Não existe uma única maneira de lidar com a resistência à mudança; na verdade, a forma de abordagem depende da fase do processo e das circunstâncias.

Prevenção da resistência

A melhor maneira de prevenir a resistência à mudança é planejar o processo. Devem ser estabelecidos canais de comunicação claros, envolvendo os patrocinadores da organização que possam gerar alianças para impulsionar a mudança. E, por fim, deve-se capacitar as pessoas afetadas pela mudança para que possam enfrentá-la com o mínimo de dificuldades possível.

Gestão proativa da resistência à mudança

Esse tipo de gestão pode ser realizado quando se sabe que as mudanças vão impactar negativamente um grupo de trabalhadores, como ocorre, por exemplo, em casos de reajuste de pessoal ou mudanças nas condições de trabalho. Nesse caso, a comunicação deve ser clara e assertiva com os grupos afetados.

Gestão reativa da resistência à mudança

A gestão reativa é acionada quando a resistência surge após o início da mudança. Para que uma gestão reativa da resistência à mudança organizacional seja eficaz, ela deve compreender três elementos básicos:

Em primeiro lugar, é preciso identificar as causas da resistência. Para isso, deve-se considerar tanto o contexto empresarial quanto o contexto pessoal de cada trabalhador afetado. No que diz respeito à organização, convém estudar como ela pode estar influenciando a resistência, as experiências anteriores de mudança, a cultura da empresa ou considerar a possibilidade de existir uma certa saturação de mudanças.

No que se refere aos colaboradores, é preciso levar em conta as situações pessoais e familiares, além de analisar o impacto que a mudança pode ter em sua vida profissional e pessoal.

Em segundo lugar, uma vez conhecidas as causas, chega o momento de propor soluções. Nesta fase, são implementadas ações, baseadas na comunicação, destinadas a derrubar as barreiras, oferecendo alternativas e explicando aos resistentes os benefícios da mudança.

Por fim, deve-se treinar adequadamente os gestores de resistência, que geralmente ocupam cargos mais próximos dos colaboradores, dotando-os das ferramentas para que possam resolver o conflito de forma eficaz.

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